Centro de Referência em Formação e EM Educação a Distância do
Instituto Federal do Espírito Santo
(Cefor- Ifes)
O papel do professor mentor e a
utilização de tecnologias educacionais na “sociedade da aprendizagem¹”
ROSANA DE
CASTRO JANUÁRIO MURAYAMA
SERRA
AGOSTO/2015
SUMÁRIO
1-
INTRODUÇÃO.........................................................................3
2-
OBJETIVOS.............................................................................5
3- REVISÃO
TEÓRICA................................................................6
4-
METODOLOGIA......................................................................9
5-
CRONOGRAMA.......................................................................10
6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................11
Em um contexto
social e educacional que se transforma a cada dia, conforme destaca ALARCÃO (2003)
“Esta era começou por se chamar a
sociedade da informação, mas rapidamente se passou a chamar sociedade da
informação e do conhecimento a que, mais recentemente, se acrescentou a
designação de sociedade da aprendizagem”, este projeto de pesquisa será feito
a partir do imperativo de uma nova forma de educação que, com
as diversas possibilidades de inovações tecnológicas, possa transformar o
ensino em um aprendizado sustentável e prazeroso.
Por meio de uma
pesquisa exploratória, o estudo sobre O
papel do professor mentor e a utilização de tecnologias educacionais na “sociedade
da aprendizagem” visa à observação da necessidade de uma formação
inicial e contínua dos professores baseada em um novo contexto educacional e
social.
Em um tempo
conhecido como “sociedade da aprendizagem”, como evidenciou TAVARES (1996), no
seu artigo “Uma sociedade que aprende e
se desenvolve”, os papéis dos envolvidos na educação já não são os mesmos.
Ao longo deste estudo, procuraremos pensar nesses papéis, bem como responder a algumas
questões, tais como:
Será que os
cursos de licenciatura estão formando pessoas capazes para enfrentar esse novo
tempo? E os professores atuantes são capacitados para essa nova sociedade? Da
forma como se estrutura essa sociedade da aprendizagem, como os educadores
estão sendo formados e como eles estão desempenhando seu papel de educador?
E, por fim, refletir sobre a maneira como o professor pode ser mentor de
seus alunos no processo formativo de seus conhecimentos.
O mais recente relatório do Horizon Report 2013, documento anual reunido
pelo NMC (New Media Consortium) e pela Educase Learning Initiavetraz, traz algumas
tendências que devem se difundir na educação básica até 2019, sendo uma delas a
inclusão do papel do professor como mentor. Segundo o dicionário Aurélio, o
termo “mentor” significa um orientador, um guia intelectual, sendo assim, de
acordo com o relatório, “o professor
deixa de ser a primeira fonte de informação e conhecimento e passa a ser o mentor
que guia o aprendizado dos seus alunos”.
Dessa forma, o processo de “mentoria” consiste em uma pessoa experiente
ajudar outras menos experientes, esse modelo pode ser uma nova maneira de
ensinar e contribuir para que as tecnologias educacionais possam ser aplicadas.
A motivação para
esse estudo foi destacar a tendência do novo papel do professor, em que sua
função necessita ser repensada para o meio educacional e para a sociedade, e
também pensar possibilidades de aplicação desse novo modelo em sala de aula com
a ajuda de tecnologias educacionais.
2- OBJETIVOS
2.1 – Objetivo Geral
Analisar a importância de se fazer uma reflexão de todos envolvidos na
educação, principalmente os professores, para que, à luz de uma nova maneira de
fazer o ensino, possa contribuir nesta mudança educacional que se faz urgente e
necessária.
E também identificar o papel do professor como mentor de seus alunos no
processo de ensino-aprendizagem; a sociedade, como uma era de informação,
comunicação e conhecimento; e as tecnologias educacionais, como instrumentos
aliados nesta transformação.
2.2 – Objetivos Específicos
- Caracterizar a nova sociedade da aprendizagem e descobri-la como aliada de uma nova perspectiva para o ensino;
- Analisar como o professor pode se transformar em mentor de seus alunos;
- Identificar as melhores tecnologias educacionais para cada tipo de aprendizagem e público;
- Instigar a compreensão dos educadores sobre seu novo papel em relação aos educandos;
- Avaliar possíveis formas de aplicações desse novo paradigma.
3 - REVISÃO TEÓRICA
Uma vez que a
sociedade está em constante mudança, as pessoas buscam constantemente
crescimento pessoal e profissional, para se adequarem a este mundo. Torna-se
assim necessário, cada vez mais, informações e conhecimentos para esta adequação.
ALARCÃO (2008) nos assegura, em sua obra, que o nosso tempo, “conhecido como
sociedade da informação e do conhecimento, passou também a ser denominada
sociedade da aprendizagem, pois não há conhecimento sem aprendizagem”. É
pensando nessa sociedade, “ a da aprendizagem”, que este estudo abordará o
papel do professor frente aos alunos.
Uma sociedade
que constantemente aprende e aumenta seus conhecimentos, muitas vezes, se perde
com tantas informações, principalmente os jovens. Nesse momento, os professores
precisam estar aptos para ajudar seus educandos a organizar informações,
transformando-as em conhecimentos e, também auxiliar esses jovens a tornarem-se
“aprendentes” constantes, nesse novo
tempo.
MORAN (1997), em
seu artigo “Como utilizar a internet na educação”, já nos trazia a ideia de que
os alunos se perdiam com tantas informações: “(...) eles gostam de navegar, de
descobrir endereços novos (...). Mas também podem perder-se entre tantas
conexões possíveis, tendo dificuldades em escolher o que é significativo
(...)”. Se há quase vinte anos atrás a preocupação com essa problemática se
fazia presente, imaginemos hoje em dia, em que a sociedade já avançou muito
desde então.
A internet continua sendo o grande marco para o avanço da educação, pois
foi graças a ela que os alunos passaram a ter acesso aos conhecimentos que
antes eram exclusivos dos professores, mas, com tantos elementos à sua
disposição, como foi dito antes, estes alunos podem se perder, ou seja não
aproveitarem todo conhecimento e informação disponível, para a construção do aprendizado. Nesse
momento, precisam de ajuda, de um guia,
um mentor, e aí é que entra o papel do professor, só que de uma maneira
diferente do tradicional, direcionando o aluno para uma melhor forma de
aprendizado. Estudos recentes (relatório do Horizon Report 2013, reunido pelo
NMC (New Media Consortium) e pela Educase Learning Initiave ), (site PORVIR, 2013),
indicam que “em apenas um a dois anos o papel do professor da educação básica
já terá mudado (...) e a internet vai realçar o papel dos educadores como
orientadores. Uma função muito mais interativa e dinâmica do que a tradicional
(...)”.
As plataformas on-line vieram para realçar o papel do professor, pois
dispõem de ferramentas tecnológicas que possibilitam uma aproximação e
personalização muito maior do que na sala de aula tradicional. Assim, por meio
delas, o professor pode direcionar atividades e materiais de acordo com as
necessidades específicas de cada educando, e é nesse ponto que o trabalho do
professor se aproxima ao de um mentor. De acordo com o site Infogeekie, na
matéria: “Dono’ do conteúdo ou mentor? Qual é o
papel do educador em sala de aula?” (Abril, 2015):
“É por causa dessas mudanças que o trabalho atual do professor se
aproxima, e muito, do de um mentor, alguém que dá suporte e encorajamento para
que a outra pessoa faça a gestão do próprio aprendizado e
desenvolva todo o seu potencial.”
No geral, os jovens sabem usar a tecnologia, mas não sabem e não têm um
suporte de como produzir conhecimento. REIS (2011, p.79), em Aprendizagem e docência digital mostra
que “(...) usar as ferramentas de forma
interativa requer algo mais que o simples acesso à ferramenta e à “destreza”
técnica para determinada situação. Os indivíduos, também, necessitam criar e
adaptar o conhecimento e as habilidades. (...)”.
Nessa aprendizagem digital, o professor/mentor precisa analisar a melhor
ferramenta tecnológica para seu aluno,
uma com a qual ele se identifique e que possa trazer ganhos no seu
desenvolvimento intelectual, durante o transcorrer de sua vida escolar. E também aprender nesse tempo a ter a autonomia
de sua aprendizagem para continuar aprendendo, durante toda a vida.
4 - METODOLOGIA
A pesquisa é aplicada quanto à sua natureza, uma vez que objetiva gerar conhecimentos para aplicações práticas voltadas a soluções de problemas específicos. No que diz respeito à forma de abordagem, este estudo é qualitativo, pois busca analisar dados indutivamente.
Quanto aos seus
objetivos, a pesquisa é exploratória já que “tem como objetivo principal o
aprimoramento de ideias, proporcionando maior familiaridade com o problema com
vistas a torná-lo explícito e construir hipóteses” (GIL, 2008, p. 41). No que
se refere aos procedimentos técnicos, a pesquisa é bibliográfica, uma vez que é
elaborada a partir de material já publicado, principalmente livros e artigos
científicos.
O método de
investigação escolhido é o dedutivo, pois “sugere uma cadeia de raciocínio em
conexão descendente, isto é, do geral para o particular que leva à conclusão”
(ANDRADE, 2010, p. 119).
5 - CRONOGRAMA
De forma a facilitar a orientação e desenvolvimento deste trabalho,
pretende-se estabelecer prazos para conclusão das pesquisas, leituras e
atividades que possam colaborar com a futura dissertação a ser feita, melhor
demonstradas por meio de tabela abaixo.
SEMESTRE/ETAPAS
|
Semestre
2015/2
|
Semestre
2016/1
|
Semestre
2016/2
|
Escolha do tema
|
X
|
||
Levantamento bibliográfico
|
X
|
X
|
|
Elaboração do anteprojeto
|
X
|
||
Apresentação do projeto
|
X
|
||
Coleta de dados
|
X
|
X
|
|
Análise dos dados
|
X
|
X
|
|
Organização do roteiro/partes
|
X
|
X
|
|
Redação do trabalho
|
X
|
||
Revisão e redação final
|
X
|
||
Entrega da monografia
|
X
|
||
Defesa da monografia
|
X
|
6 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
6.1 Consultadas
ALARCÃO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 6. Ed. São Paulo:
Cortez, 2008.
ANDRADE, Maria Margarida de;
MARTINS, João Alcino Andrade (Colab.). Introdução à metodologia do trabalho
científico: elaboração de trabalhos na graduação. 10. ed. São Paulo: Atlas,
2010.
GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa.
4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
REIS, Edna. NOBRE, A. M. Isaura...[et al] (org.).
“Aprendizagem e docência digital”. In: Informática
na educação: um caminho de possibilidades e desafios- Serra, ES : Instituto
Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, 2011.
Material
da Internet
GEEKIE, Info. ‘Dono’ do conteúdo ou mentor? Qual é o papel
do educador em sala de aula?, Abril 2015. Disponível em: http://info.geekie.com.br/dono-do-conteudo-ou-mentor-qual-e-o-papel-do-educador-em-sala-de-aula/,
Acesso em 08 Agos. 2015.
PROFESSOR Altair do Psol. Professores reflexivos em uma escola reflexiva, Isabel Alarcão, Cortez,
2003 (Capítulos I,II e IV), Dez. 2009. Disponível em: http://professoraltairdopsol.blogspot.com.br/2009/12/professores-reflexivos-em-uma-escola.html,
Acesso em 08 Agos. 2015.
PORVIR o futuro se aprende. Dissecando o ensino superior até 2018, Abril. 2013. Disponível em: http://porvir.org/porpensar/dissecando-ensino-superior-ate-2018/20130429
, Acesso em 08 Agos. 2015.
PORVIR o futuro se aprende. Relatório aponta novo papel do professor como tendência, Jun. 2014.
Disponível em: http://porvir.org/porpensar/relatorio-aponta-nov-papel-professor/20140630
, Acesso em 08 Agos. 2015.
Artigos
MORAN, José Manuel. Como utilizar a Internet na educação. Ci. Inf., Brasilia
, v. 26, n. 2, p. , Maio 1997. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-19651997000200006
, Acesso em 08 Agos.
2015.
TAVARES José, Uma sociedade que aprende e se desenvolve: relações interpessoais. 1996,
Porto Editora. Disponível em: http://baes.ua.pt/browse?type=author&value=Tavares%2C+Jos%C3%A9,
Último acesso em 06 Agos. 2015.
6.2 A consultar
BERNHOEFT, Rosa . Mentoring: Abrindo horizontes, superando limites, construindo caminhos.
Rio de Janeiro Ed. Gente.2001
LÈVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo. Editora
34,1996
___________. Cibercultura. São Paulo. Editora 34, 1999
MELEVEDE, Patrick E. e BRIDOUX,
Denis C. Dominando o mentoring e o
coaching com inteligência emocional. Rio de Janeiro. Qualitymsark, 2008.
MORAN José M. A educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá.
Campinas, SP: Papirus, 2009.
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